
"costumo dizer, mãe, que não saio imune das vidas que visito como repórter. parte do mistério está registrado no meu gravador. outra, esta muito maior, no meu coração. num barraquinho de suzano, deitada com olhos esbugalhados de medo dos ratos e dos pernilongos em bando, apalpei uma noite daquela realidade que jamais deveria existir. e, chacoalhada na alma, construí com os voluntários um novo lar para dona gilmara e mais 11 familiares. martelei estruturas, levantei paredes, serrei telhas e as ajeitei com carinho. olhei para aqueles jovens sujos de lama até a testa e desvendei a motivação deles num feriado chuvoso, tudo para erguer o teto de desconhecidos necessitados. uma experiência visceral. e veja só que coisa estranha. a repórter que eu escolhi ser tem muito a ensinar à jovem adulta aqui. preciso vestir mais a pele do outro para entendê-lo de verdade".
Conto mais sobre o projeto, os voluntários e os beneficiados na edição de fevereiro da Época São Paulo.
3 comentários:
grande Nathalia.
são desses alicerces que somos feitos...
palmas.
palmas.
palmas.
de pé...
se pudesse te daria um enorme abraço....
não vale me emocionar assim...
filha, vc não precisa nem de mais sensibilidade nem de escuta.o que voce possui vem de voce; eu, no máximo, cuidei de regar com carinho...
te amo muito
já disse do meu orgulho? às vezes me incho tanto que saio a voar...
beijos
óun.
coisa linda da minha vida.
vc é um piloti da minha casa. se faltar, minha casa cai, amiga.
te amo.
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